Se o setor de TI decretar greve?

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Todos os cidadãos já conhecem o transtorno que é causado por uma greve dos bancários ou a tensão que traz uma greve da polícia. Mas já parou para pensar as consequências de uma greve no setor de Tecnologia da Informação? O Estado tem chance de experimentar uma situação dessas.

 

O impasse nas negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores de Informática, Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de Pernambuco (Sindpd/PE) e o Sindicato das Empresas de Processamento de Dados (Serprope), em relação ao reajuste dos trabalhadores das empresas particulares de TI, fez 14 mil trabalhadores convocar uma assembleia para decidir sobre a paralisação na próxima terça-feira (17).

 

"Uma greve total é algo sem precedentes, nunca aconteceu. Teria um impacto enorme não só no desenvolvimento do Estado, mas também na prestação de serviços públicos, já que boa parte das empresas de TI são fornecedoras do poder público", afirma a presidente do Sindpd/PE, Sheyla Lima.

 

O governo, inclusive, é um dos culpados pelo impasse, uma vez que a inadimplência dos governos de Pernambuco e do Recife, no que diz respeito aos contratos fechados com as empresas de TI, é a justificativa dos patrões para não atender às demandas da categoria.

 

"Uma coisa é um cliente privado não pagar - basta cortar o fornecimento do serviço. Mas com o Estado é diferente, e boa parte das empresas tradicionais do setor tem o poder público como um dos principais clientes", explica o presidente da comissão de negociação do Serprope, Pedro Bruère. Segundo o executivo, algumas empresas já estão há mais de dez meses sem receber. "Junte isso com dois anos difíceis (2015 e 2016) e temos muitas empresas saindo no prejuízo e até declarando falência", diz.

 

Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 8,57%, com o pagamento da retroatividade a setembro do ano passado. É esse retroativo que causou o principal impasse entre as entidades. "Teremos uma assembleia para apresentar nova proposta que nos permita sair desse impasse de forma amigável", afirma Bruère.

 

Fonte: Jornal do Comércio

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